o canto do melro

Terça-feira, 30 de Março de 2004

à procura do tempo... 






CP de Mangualde - Fev.04




os ponteiros deslizaram, de mansinho, pela parede e foram à procura do tempo...

eu salto de segundo em segundo e vou ali, à esquina, juntar os minutos!!




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Segunda-feira, 29 de Março de 2004

aproxima-te dos meus lábios… 




foto de: joost de raeymaeker


Vem devagar
Aproxima-te dos meus lábios…
Conta-me histórias e memórias.
E abraça-me!

Vem devagarinho,
Conta-me as estrelas do céu,
As ondas do mar.
Acorda os meus sonhos,
Eleva-me, pois quero tocar na noite
E trazer-te suspiros.
Toca na minha pele,
Aquece-a com risos estrondosos,
Com palavras doces.

Já não quero as estrelas nem os sonhos.
Amanhã eles continuarão no céu.
Mas vem devagarinho,
Quero ouvir o compasso do teu coração.


Sónia Carvalho, in "O Lugar Perto"



(para uma pessoa Muito especial) ;o)


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Sábado, 27 de Março de 2004

artesanet 




(foto pertencente ao artesanet)


artesanet... é isso mesmo artesanato e net, é também um local onde se pode tomar um bom café "buondi". gosto de vir cá tomar café e comprar artesanato, às vezes não resisto e dou um pulinho à net.

ao ver tanta borboletinha na parede pensei na fada das brumas do douro e não resisti em deixar-lhe aqui a imagem que vi em fundo de ecran (Morgana depois levo-te uma destas).

o artesanet brevemente terá a sua página na net por agora está apenas na Rua das Ecolas Gerais, nº 134 em Alfama, fica perto do Miradouro de Sta Luzia e do Castelo de São Jorge. O horário é das 09.30/19.00 e aqui podem dispor de acesso à Internet, artesanato genuíno de várias regiões do País, vinhos portugueses variados, licores e todo o tipo de bebidas nacionais (hummm), mel e compotas de vários sabores (hummmmmmm), louça de barro de todo o género. E ainda... para quem pensa casar (e não só) brindes de casamento, baptizado e para empresas.

aqui fica a sugestão... sempre podem consultar o vosso blog enquanto bebem um café ou um vinhito especial português e levar para casa o nosso mais puro artesanato.


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Playbock Superboy Provavelmente... PSP 






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canto desafinado 



andei de palavra em palavra e acabei de tirar férias das palavras e fui fazer um banner, que agora tá na moda.

o difícil foi encontrar um banner atraente e maluco ao mesmo tempo, enfim...

deu nisto...






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deixem-na sonhar 




(não sei a origem desta imagem)

"A lua fita-nos quando a fitamos? Não. Nunca.
Se a chamarmos, deste canto da Terra a Dama
Toda Branca embuça-se de mistério e faz de
conta que é a Bela Adormecida. Presunçosa.

Como se toda a gente não soubesse que a Lua
deixou de ser inacessível...

...

A lua é a nossa vizinha de fronte. E, ao perto,
nada bonita, por sinal.
Quem se atreve a dizer-lho? Não contem comigo.
Aliás, pouco importa. Ela que nos ignore. Que dirija
a atenção para a distância azul da noite. Que recorde
outros tempos, antigas glórias. Que sonhe.
Deixem-na sonhar.

Entre muitas evocações mimosas a Lua sonha com
o imperador Meng Uóng, que dela se enamorou."


António Torrado, in A Cerejeira da Lua


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Quinta-feira, 25 de Março de 2004

como se esquece uma mãe? 



Minha querida G. como se esquece uma mãe? Deixa lá, já passou.
duende | Homepage | 03.24.04 - 1:42 pm | #



Minha querida Duende

uma mãe não se esquece, guarda-se para sempre no nosso coração. olha-a com o coração e estará sempre presente na tua alma. e, cada minuto que a lembres sente-te feliz porque não te esqueceste de a lembrar. como digo, o MEC é para mim, aquele anjinho&diabinho que me espicaça a alma. Nas suas explicações de português encontro sempre a resposta para as minhas dúvidas, para os meus estados de alma. deixo-te algo que eu simplesmente adoro e que me fez pensar ou repensar na morte das minhas pessoas.





"Animem-se. É uma lembrança feliz e permanente. Animar vem de alma. Quando nos lembramos de pessoas vivas, a vida atrapalha, tudo pode acontecer; tem-se o medo ou a amarga esperança do que ainda poderá vir a acontecer. Pois aqui vos juro que a lembrança de alguém que se amou e morreu faz-nos amá-lo mais ainda.

A memória encarrega-se de depurar as coisas, esquece e exagera onde convém, alimentando as recordações felizes à custa das tristes. São engolidas as coisas que nos ficam atravessadas. Desaparecem os entraves: o que ficou por resolver, a culpa que parecia irredimível, o perdão que nunca se pensou poder dar.

...

Ir para o céu é passar para dentro dos corações que ficaram em terra. Haverá Paraíso mais bonito que viver dentro de quem amámos e de quem nos amou?

...

Embora a minha crença em Deus seja ainda periclitante, percebo agora que a morte tem de ser aceite. A lembrança feliz do meu pai ensinou-me a respeitá-la: a não revoltar-me contra ela, a não achá-la estúpida, a não lamentar o desperdício e a perda que representa.

A morte é uma transmissão. Aviva qualquer coisa na nossa alma. Eu sou hoje a casa do meu pai - um filho verdadeiro dele. Sei que a comparação é um bocado parva, mas quando lemos Platão, ou Wittgenstein, ou Beckett, nunca nos ocorre pensar que estão mortos. É assim com a lembrança do nosso Pai. Existe. Enquanto existir quem o lembrar, quem fale dele, quem oiça falar dele, ele existirá. E a existência é muito mais importante que a vida. De todas as coisas neste mundo, a vida, pelo menos modernamente, deve ser a coisa mais estupidamente sobrevalorizada.

Não se trata de glorificar a morte - mas apenas de fazer-lhe justiça. Não é só quem morre que descansa. Com o tempo, também sossega quem ficou vivo. Ensina-nos a viver sem a facilidade da presença da pessoa amada, a habituarmo-nos a uma solidão saudável, onde a saudade e as lágrimas são só dois dos lugares da casa muito mais ampla onde se está.

E, sem dramatismos, prepara-nos, também, para morrer um dia sem nos sentirmos tristes, medrosos ou culpados por causa disso. Um dia hei-de existir nos corações das minhas filhas e, se Deus quiser, dos meus futuros filhos, bem guardado e quentinho, protegido e amado, perdoado, muito lembrado e favorecido, como nunca em vida, por nunca o ter merecido, como hoje o meu Pai existe dentre de mim.

Às pessoas que ainda têm pai peço que façam o favor de conhecê-lo, de fazer-lhe perguntas, acerca dele, de tudo, dos pais e dos avós, de fotografá-lo e memorizá-lo. Não é por ele. Se calhar estão zangados ou zangadas ou não se dão bem com ele. Ele que se lixe. É para vosso bem. Armazenem-me e arquivem-me esse pirata! Só assim conseguirão acumular estoques de lembranças - lembranças que um dia vos farão felizes e talvez, num dia mais tardio, ainda mais falta do que ele.

...

Hoje, eu que também não gosto de passear, dou grandes passeios com o meu Pai. Ele não está vestido de Madame Pompadour, mas de camisa branca e calças de flanela, e não é pelos corredores dum hospital canadiano que passeamos, mas pelas vielas torturosas de Alfama, onde ele nasceu e brincou, e que se parecem com as curvas e contracurvas do meu coração."


Miguel Esteves Cardoso, in Explicações de Português





Querida Duende que te posso dizer mais? sou uma afortunada por ter a minha Mãe comigo, que os 400km que nos separam não são nada, que mesmo muito cansada venço cada metro de alcatrão ou cada estação que deixo para trás nas muitas que nos separa apenas para lhe dar um beijo, um abraço, passar umas horas, deliciar-me com o arroz doce, o arroz de frango ou com a vitela que ela prepara e tem um sabor único a mamã. Não, não consigo ainda compreender a tua saudade por muito que tente. mas, porque sei que um dia, essa saudade vai-me bater à porta eu... sigo as palavras do mestre e armazeno-me e arquivo-me dessa fada que é minha mais que tudo. mesmo quando ela partir (se partir primeiro que eu) vou continuar a levá-la a passear, a ver o mar, ao jardim, a fazer festas ao gato que dormita ao sol da tarde, vou levá-la ao miradouro a saborear a cidade ao final da tarde. vou levá-la comigo, sempre ao meu lado, para me ajudar na caminhada, para me ajudar quando eu hesitar na bifurcação, vou preparar o meu coração para a saber escutar mesmo na maior barulheira. não a vou esquecer. vou lembrá-la bem devagarinho para que fique eternamente gravada no meu coração.


Um beijinho com sabor a mamã querida Duende
g.



PS: sabes que ainda e sempre tratei a minha mamã por mamã? que sempre me gozaram por ser 'adulta' e a tratar por mamã?? mas... sabe-me tão bem dizer mamã!! hummm sabe a mamã compreendes?? sei que sim.

PS1: amanhã escrevo-te outra carta Duendinha





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Quarta-feira, 24 de Março de 2004

o inantingível 



"O inantingível está à tua mercê. Queres que os teus desejos aconteçam? Fecha os olhos"


Imperador La-Iang



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margot 




Chama-se Margot (em homenagem ao Nureyev e à Margot Fonteyn, que sabiam voar tão bem)



a margot está agora nas brumas do douro a guardar os sonhos de uma de uma fada
que sempre quis ter umas asas. sei que será bem cuidada e sei também que ao deitar
a fada vai olhar para a margot e abençoará com um pensamento todos os que fazem
parte desta história principalmente o J. e a T. por terem adiado um pouquinho o cansaço

as existem... e tornam realidade os sonhos da



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Segunda-feira, 22 de Março de 2004

sempre quis ter umas asas 





borboletas...
adoro-as desde miúda. ficava encantada com as formas e as cores, com a fragilidade e graciosidade do seu poisar e voar, de como andavam de flor em flor, sempre a bater as asas sem se cansarem, detestava os camaleões que esticavam a língua e… era uma vez uma borboleta.
detestava coleccionadores de borboletas porque odiava vê-las espetadas, apesar de saber que existiam muitas e mesmo sabendo que só assim poderíamos estudá-las e conhecê-las de uma forma mais aprofundada.
vivi numa terra onde havia muitas, não sei porque, talvez pelo clima, lembro-me de brincar com os “casulos” (era assim que os conhecíamos) que segundo a tradição nos apontava o norte. tirávamos com cuidado dos muros e, segurando na parte de baixo dizíamos “norte ou sul” e ele mexia-se para um determinado lado, já não me lembro que lado era e esse era o norte (também não sei se era verdade porque sempre fui muito “desnorteada”). gostava de os abrir para ver por dentro quando as borboletas os deixavam e achava tão estranho de um coisa tão pequenina e feia sair uma borboleta.
lembro-me de as apanhar com cuidado e colocá-las na cara para lhe sentir as cócegas que as patas faziam a “patinhar” antes de bater as asas e voar...

hoje raramente vejo borboletas, mas existem em cima da minha cama a guardar-me os sonhos, são duas bejes, 2 azuis clarinhas e 1 cor-de-rosa. esta e uma toda colorida, que não resisti comprar, vão bater as asas e voar para as brumas do douro e guardar os sonhos de uma fada que sempre quis ter umas asas.



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Sábado, 20 de Março de 2004

toys"r"us 



andei por aqui hoje e comprei a prenda do M. ele faz anos dia 12 e... escolhi um brinquedo.
acho que, pelo menos, no nosso dia de anos devemos ser criança de novo.




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desabafos de alma 



A Rute mandou-me este desabafo para o mail... para mim as boas conversas também não têm tempo. registo estas palavras aqui porque, há uns meses atrás, o Miguel precisava de conversar, de apoio, conselhos, de outros pontos de vista, estivemos no Largo das Portas do Sol pela noite dentro até o cansaço o vencer.


"As boas conversas não têm tempo.
Não se contam os segundos, nem se ouvem bocejos.

Alguém que me encontrara já bem pela noite dentro, nas ruas de Lisboa, um amigo, sentava-se agora ao meu lado. Os vidros corridos do carro prendiam os pensamentos e os vocábulos que bem se esforçavam para sair. Em vão, ou não fosse o encaixe das janelas uma cela transparente. Corrijo, o translúcido dera lugar a um embaciado bem revelador de que dentro do habitáculo, não só se disparavam confissões, experiências e sobretudo o cansaço do trabalho, mas também que nenhuma das palavras, tão secretamente proferidas no interior do meu confessionário móvel, ecoaria nos prédios que nos rodeavam.

Sabia, por todo um acumular de silêncios, que precisava de partilhar, de receber apoio, ou apenas de alguém que o ouvisse.

Fala.

Nessa noite, não sei como, o ponteiro dos minutos foi mais rápido do que o dos segundos. Quando liguei o carro, o ar condicionado fez desaparecer os rastos do sigilo...e eu, dormi 15 minutos antes de começar o novo dia. 15 minutos, mas dormi..."




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Quinta-feira, 18 de Março de 2004

Canção de Coimbra 




2004-03-18, 18h44
Preparar candidatura à UNESCO demora 2 a 3 anos



Coimbra, 18 Mar (Lusa) - A candidatura da Canção de Coimbra a património da Humanidade da UNESCO vai ser objecto de um estudo aprofundado que deverá demorar dois a três anos, revelou hoje à agência Lusa o vereador Mário Nunes.

Segundo o autarca com o pelouro da Cultura na Câmara de Coimbra, o estudo que fundamentará a proposta vai ser realizado por uma comissão presidida pelo cantor e estudioso deste género musical, Jorge Cravo.

Na perspectiva do autarca, não se justifica a associação da candidatura de Coimbra à de Lisboa, que visa obter para o Fado idêntica consagração da UNESCO.

"A Canção de Coimbra é diferente do Fado de Lisboa e é única", sustentou em declarações à agência Lusa, observando que o processo nesta cidade está mais atrasado do que o da capital.

A candidatura da Canção de Coimbra à categoria de Obra Prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade, a conceder pela UNESCO, mereceu, esta semana, a aprovação unânime do Executivo camarário.

Na fundamentação da iniciativa reside, segundo Mário Nunes, o "valor excepcional e singular" da Canção de Coimbra, as suas origens e práticas, que aliam o popular e o académico, e o facto de ser uma tradição cultural viva, que se renova de geração em geração.

"Tanto a cantam sapateiros, barbeiros ou funcionários públicos como professores e estudantes", frisou.

Enraizada na tradição cultural e na história da cidade, a Canção de Coimbra "não se aprende na escola, não é executada por músicos profissionais nem os seus intérpretes (amadores) têm formação superior no domínio da música".

"É uma afirmação da identidade cultural da cidade", sublinhou o vereador que destacou como diferenças entre a Canção de Coimbra e o Fado de Lisboa o facto de aquele género ser interpretado por amadores, de forma espontânea, e sobretudo por vozes masculinas.


MCS.

Fonte: Agência LUSA





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frases roubadas 



na protecção do meu ecrã desliza, preguiçosamente, a frase roubada de um amigo:

"teremos saudades de estar sentados na lua, de brincar com a face do sol, da saliva gasta, da flor última que colhemos, de cantar e de saber a expressão das coisas..."


e, quando a leio, sinto-lhe saudades do riso...



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ISTO É POESIA 



No mail intitucional recebemos as coisas mais variadas, umas tem a ver com o serviço outras são coisas assim... deliciosas e que é bom saber, deixo a mensagem...



Poesia inédita de 21 poetas para o dia 21 de Março

A editora Labirinto e o Núcleo de Artes e Letras de Fafe assinalam o Dia Internacional da Poesia, próximo 21 de Março, com a edição de uma antologia poética, a distribuir gratuitamente pelas escolas do 3º ciclo e do ensino secundário do país e bibliotecas portuguesas.

Trata-se de um volume intitulado Isto é Poesia, onde se reúnem 21 poemas inéditos de 21 poetas contemporâneos: António Ramos Rosa, Artur Coimbra, Carlos Vaz, daniel gonçalves, Egídia Souto, Fava dos Santos, Fernando Pinto do Amaral, João Luís Barreto Guimarães, João Ricardo Lopes, Jorge Fragoso, Jorge Reis-Sá, José Luís Peixoto, José Ribeiro, Nuno Júdice, Pompeu Miguel Martins, Rui Coias, Rui Lage, Teixeira Moita, Valdemar Gonçalves, valter hugo mãe e Vasco Ferreira Campos.

João Ricardo Lopes sublinha no prefácio do livro “a fraca relevância do texto poético no mercado editorial, onde os grandes romances, ensaios e reportagens passam das estantes às mãos do público como navios descomunais num oceano onde apenas um ou outro livro de poesia incontornável granjeia medir forças”, ficando patente, ainda segundo os editores, que não é o aspecto lucrativo que está por trás do projecto, mas uma grande vontade de celebrar e lembrar a arte poética.

A iniciativa conta com o apoio de várias autarquias (C. M. de Fafe, C. M. de Felgueiras, C. M. de Póvoa de Lanhoso, C. M. de Santo Tirso, J. F. de Fafe) e de uma instituição bancária (repartição da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Fafe), em grande parte patrocinando os 5000 exemplares da edição, um número significativo, sobretudo se atendermos ao facto de o livro ser oferecido às escolas e bibliotecas do país.

João Artur Pinto, presidente da Labirinto, reforçou a ideia de que “Há esforços sem preço! Este é um deles! Nenhum dos poetas convidados se fez pagar, alinhando connosco na comemoração de uma arte milenar e ao mesmo tempo sempre actual”. Um gesto invulgar, sem dúvida…



© Eduardo Soutelo

http://www.fafe.info



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Segunda-feira, 15 de Março de 2004

pede um desejo 



A SIC e o Benfica realizaram o desejo do Emanuel de estar com os seus jogadores preferidos
o Nuno Gomes, o Simão Sabrosa e o Moreira. E assim veio passar a tarde com os amigos e
viu o jogo do Benfica com o Marítimo antes de ir para a pediatria do Hospital de São João.




Teve um ursinho do benfica que grita golooooooooooooooooooo que uma amiga lhe ofereceu para
ir com ele hoje para o hospital. Almoçou com o Rogério, o homem da bandeira do benfica, no restaurante
do seu amigo "o pai natal do benfica", é assim que ele chama ao famoso Barbas da Costa da Caparica.




Depois foi o momento do estádio, de andar no relvado no meio dos jogadores, chutar a bola do seu clube,
conversar com os seus jogadores preferidos e uma peladinha no relvado com o Moreira e o Simão...




levou desenhos para o Nuno e uma carta para o Simão, pediu um golo e ele... marcou
(acho que todos estavamos a torcer por aquele bendito 'penalty' mas eu... bem divertia-me a ver
os rostos sofredores dos adeptos, os desânimos ao meu lado, as saídas mais cedo do estádio). ;o)




A conversa entre eles mais parecia conselhos tácticos sobre o jogo tal a atenção com que estavam.
Depois o jogo assistido no camarote e a ida à zona familiar dos jogadores. Regressou cansado mas feliz.




Ficaram as carícias feitas nas penas de um animal tão altivo quanto meigo.
Ficaram momentos de felicidade de uma criança, ficaram momentos de
atenção, carinho e simplicidade com que os ídolos tratam as crianças,
não só as crianças com problemas mas qualquer outra criança ali presente.




Ficou o carinho com que o Luis Pinto acompanhou o Emanuel e mostrou-lhe o que via do outro lado da lente.




Ficou o carinho da Dulce Salzedas para o Emanuel não se cansar e a atenção que sempre lhe dispensou.




Era uma doce realidade se cada vez mais se realizassem acções destas pois custa tão pouco fazer uma criança feliz...


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um olhar encantador 



ela é linda, meiga e tem um olhar encantador, é fascinante fazer-lhe festas.
pensei num benfiquista especial e fiz-lhe esta foto mas pensei também em
cada um dos meus amigos benfiquistas quando lhe acariciei as penas.



Estádio da Luz, 14.Mar.04 - Benfica-Marítimo (1-0)
(o único estádio que tem o seu símbolo vivo e presente em cada jogo)




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Domingo, 14 de Março de 2004

o teu nome a ponto cruz 



Outro dia, uma amiga disse-me que ao ler "o farol dos meus sonhos" e "o sabor dos teus beijos" conseguia imaginar a pessoa em questão. E eu fiquei a pensar em quanto eu o amei. Sei que o amei nas primeiras palavras e até no nome que, como me confidenciou, só eu e as duas mulheres mais importantes para ele usavam. Nas loucuras que fiz, no que disse e no que deixei por dizer. No quanto eu li, nas imagens que vi, nos textos que pesquisei para saber mais acerca daquilo que, para ele, é uma verdadeira paixão.
Lembrei as noites que perdi a fazer uma página na net para ele, na surpresa e alegria na voz quando ao telefone lhe dei o endereço e no desgosto que senti quando, anos mais tarde, me disse para apagar aquela merda.
Lembrei todas as prendas escolhidas com carinho e creio todas elas com sentido, de encontro a toda a sua natureza. Nas prendas que ainda tenho em casa e estão por entregar porque apesar de afastados não conseguia passar o seu aniversário ou o natal sem uma lembrança para ele, ficando com o problema de a quem dar, um dia, aquelas coisas que apenas tinham interesse para ele.
Lembrei o toalhão de banho em que lhe bordei o (enorme) nome a ponto cruz, as vezes que me diziam “isso é que é amor” quando me viam à hora de almoço a bordar. Sorrio… nunca tinha feito nada assim por ninguém, logo eu que achava uma tremenda estupidez quando via as minhas amigas a fazerem camisolas de lã para os namorados. Ali estava eu esmerada a bordar algo para alguém que era apenas um amigo. Disse-me que tinha gostado mas não sei se alguma vez o usou, ou o que sentiu, ou o que sente quando vê o toalhão (se é que ainda o tem).
afinal… 6 anos é muito tempo e o nome... passou a ser de toda a gente.



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Quinta-feira, 11 de Março de 2004

menino azul 



o site do menino azul já abriu, passem por lá, façam o registo (é gratuito) e isso já ajuda o Emanuel. Alguns quadros já estão on-line para comprar e podem também deixar mensagens e enviar postais ao Emanuel, podemos também utilizar o forum.










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fora dos mapas 



de tanto sentir os teus lugares

imaginei-os algures fora dos mapas
e perdi-me nos caminhos

procurando
cartas de achamento

seus sinais
de terra fecunda e generosa

arroubo e pulsação.

Ana Mafalda Leite in passaporte do coração

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esperar que a vontade passe 



por falar em não respeitar NORMAS acho que... estou com vontade de quebrar as minhas próprias REGRAS

mas... depois vou-me arrepender por isso é melhor sentar-me e esperar que a vontade passe depressa.


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http://oduendex.blogger.com.br/ 



Este site foi bloqueado por não respeitar as Normas de Utilização do Blogger.
Clique em http://www.blogger.com.br para prosseguir.



Duende o que se passa??? que andas tu a fazer miúda??? risos não te imaginava a não respeitar NORMAS ;o)
volta depressa que tás perdoada


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Terça-feira, 9 de Março de 2004

a gema do último ovo 



"Levei-a a fazer o pino e, nessa postura, ergui-a para lhe devorar o gabinete do amor, ao qual não podia chegar de outro modo se queria pôr ao seu alcance ao mesmo tempo a arma que a feria de morte sem a privar da vida. Obrigado depois desta façanha a pedir-lhe tréguas, pu-la de pé; mas ela desafiou-me a dar-lhe a contrapartida. Dessa vez coube-me a mim fazer o pino e a ela a agarrar-me as ancas para me levantar. Nesta posição e sustendo-se pelas suas colunas separadas, horrorizou-se ao ver os seus seios salpicados pela minha alma destilada em gotas de sangue. Que vejo! - gritou - deixando-me cair e caindo comigo (...) Devolvi-a à vida fazendo-a rir. Não tenhas medo, meu amor, é a gema do último ovo, que quase sempre sai vermelha."


Giacomo Casanova in "Storia della mia vita" (1725-1798)


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Segunda-feira, 8 de Março de 2004

energia feminina 



Marketing

Galp lança hoje nos postos abastecimento o mês da energia feminina
2004-03-08, 12h30



Lisboa, 08 Mar (Lusa) - A Galp Energia inicia hoje, Dia Internacional da Mulher, o mês da energia feminina nos seus postos de abastecimento de combustível, uma campanha que pretende distinguir as clientes femininas com atendimento personalizado e várias ofertas.

A campanha dirigida às mulheres, em especial às detentoras dos cartões "fast" e "fast woman", arranca hoje em 100 postos de abastecimento Galp com a oferta de flores, ambientadores ou "kits" de energia feminina.

Outra das novidades durante este mês é que as clientes não vão necessitar de sair do veículo para abastecer.

Em 15 postos da rede vão existir assistentes de rodovia que realizarão o abastecimento.

O mês da energia feminina passará ainda por um passatempo sobre o mês das flores e pela possibilidade de adquirir alguns prémios que constam da revista "fast Galp" com menos pontos.

As 45 melhores frases sobre a energia das flores vão ganhar prémios como sessões num SPA, cursos de maquilhagem e vales de compra nas lojas Lanidor.

Ainda durante o mês de Março por cada nova adesão ao cartão "fast woman", a Galp canalizará 0,25 euros para a Associação de Ajuda ao Recém-nascido.


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ser quem sou 




"mulher" desenho a carvão de Helena Silva



Como dói.
Dor esta que tenho e me aperta no peito.
Eu pergunto: Quem sou? O que fui? O que serei?
Será que fui criança? Será que tive infância?
Será que vivo? Agora não sei.
Porque, neste momento, só sinto dor, mágoa, tristeza.
Agora sei dar valor à minha mãe.
A dor de me ter.
O prazer de me criar.
Das duas lágrimas que dos seus olhos escorreram
quando me viu casar.
Aprecio-te tanto, mãe querida!
Do gosto de murmurar
o que mais adorei na vida
foi o meu filho, de mãe me chamar.
Como dói tanto, tanto
o meu filho ter nascido assim.
Por ti o meu amor é tão grande
meu filho, para mim, nunca terá fim.
Eu sei que te dói em ti
também me dói em mim.
Eu peço-te, meu Deus, Rei do Universo:
Deixa este filho para mim.


Helena Silva in O Menino Azul




uma pequena homenagem a uma Mulher e a todas as Mulheres que sofrem violações ao seu direito de Ser Mulher, que todos os dias sejam dias da Mulher!!

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Sábado, 6 de Março de 2004

sentir que pude dar mais um minuto de vida a alguem  



Robina | Homepage | 03.05.04 - 4:06 pm |

"Tenho acompanhado a historia do Emanuel e daquela Mae Coragem desde o inicio.
Sempre que olho para aqueles olhinhos dele, escorre uma lagrima teimosa dos meus.
Nao consigo entender, nao consigo perdoar a insensibilidade destes senhores do poder.
Nao perdoo que se construam estadios (com o nosso dinheiro), que se gastem milhoes em
operaçoes de charme so para estrangeiro ver e que se deixe morrer todos os dias um inocente a precisar de ajuda.
Nao ha mesmo outra palavra...que merda de pais!
A si, agradeço-lhe a forma como soube contar esta historia e se nao fosse pedir demais, ja que e amiga da Helena,
gostaria de saber o que fazer para adquirir um dos quadros.
Gostaria de olhar para ele e sentir que pude dar mais um minuto de vida a alguem que nao merecia este nosso Portugal."


O grupo Partteam está a desenvolver gratuitamente um website para o menino azul em http://www.meninoazul.com.
A quem estiver interessado em adquirir 1 quadro pintado com as mãos e o instinto, sem os conhecimentos escolares de artes
deixo o contacto da Helena com o seu consentimento.


Helena Silva, 967 540 597



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Quinta-feira, 4 de Março de 2004

desilusões 



hoje vou estar com a Helena, a minha amiga que deixou as ilhas por um futuro melhor para o seu Menino. como sempre as nossas confidências pela noite dentro, hoje não será tão alongada porque ela vai estar, mais uma vez, no programa Olá Portugal do Manuel Luis Goucha. um pouco de força à Mulher que parece uma fortaleza mas que, por vezes, é mais frágil que cristal.

tudo isto me revolta, deixou de lutar com os barões das ilhas enfrenta agora os reis do continente. senhoras e senhores de início tudo foram rosas agora vieram os espinhos. agora volta a ter portas fechadas. que país de merda que gasta milhões em carros, milhões em ordenados exorbitantes, em institutos que não servem para nada, enquanto que a saúde, a solidariedade, a segurança social, o trabalho que se vire, que ande sozinha.

que merda de país que gasta quantias exorbitantes e distribuir gratuitamente seringas e preservativos para os toxico-dependentes e é incapaz de fornecer seringas para que possa alimentar o seu filho por sondas. se quiser continuar a olhar os olhos do seu Menino a e escutar-lhe o riso tem de recorrer ao pouco dinheiro que angaria com as suas pinturas e à caridadezinha, a quem lhe dê os bens essenciais para sobreviver.

que vergonha de país em que vivemos!!!

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O Menino Azul e Verde das Ilhas de Bruma 



No Arame, o Alexandre contou-nos a história do "Menino Azul" para nos embalar os sonhos. Por momentos pensei que já a conhecia, mas as nossas histórias eram diferentes. E, não quis pensar que o "Menino Azul" da minha história vivia agora no mar em algas azuis, muito azuis.
Em momentos que me são difíceis costumo ouvir uma miscelânea de músicas gravadas para mim e, enroscada no sofá da sala, pensava no meu menino azul, no seu riso de criança, na forma como pronunciava o meu (difícil) nome, na ternura com que me tirava o cabelo da cara e me dizia és minha amiga? Na mãozinha frágil de dedos azulados que se agitavam no ar num aceno de partida para as ilhas. Reli o livro, que conheço de ponta a ponta, onde a Mãe escreveu a história do seu Menino Azul. Lentamente, de pálpebras baixas numa tentativa de reter melhor as imagens voei para a terceira ilha do atlântico. Transmutei-me para aquela tarde de domingo de um Maio ameno de 2000 em que me refugiei na ilha para esquecer o amor.
A pastelaria Banquete no Alto das Covas era acolhedora e estava calma para uma tarde dominical, a música ”wonderful tonight” do Eric Clapton que tocava na rádio local estava adequada ao sol que desaparecia no horizonte, adequada ao meu coração em pedaços, mas desgarrada para o desespero em que conheci aquela mulher em busca de assinaturas que lhe dessem uma vida mais colorida ao seu Menino.

Era uma vez um Menino. Um Menino de três anos. Não era como outro qualquer pois o Menino apesar de ter uma Mãe e um Pai era um Menino diferente. Era um Menino da cor das suas ilhas. Um Menino Azul e Verde. A “tetrologia de Fallot” coloria-o de Azul dos céus e do mar, enquanto que o “Síndroma de LLargil” lhe conferia a cor verde dos pastos e das lagoas. O Menino vivia com a Mãe, o Pai e a Avó numa casinha branca no cimo da canada, tinha vasos e canteiros e o olhar perdia-se em S. Mateus, a pequena povoação de pescadores a que pertencia. O Menino gostava de brincar e correr mas cansava-se rápido, o seu coração pequenino não aguentava as batidas e a vontade de querer ser como os outros Meninos.



O Emanuel, “Deus connosco”, não compreendia porque que era diferente dos outros meninos, porque que tomava tantos “remédios”, porque tinha tantos aparelhos no seu quarto e porque que tantas e tantas vezes tinha os Senhores da Bata Branca à sua cabeceira, porque a sua Mãe aprendeu a cuidar dele como cuidavam no Hospital para que ele não estivesse tanto tempo longe dela.
Os dias passavam difíceis e iguais nas Ilhas de Bruma. Enquanto o Emanuel lutava diariamente para viver e correr pela vida como qualquer criança, a Mãe Helena lutava, como uma guerreira helénica, com os senhores da Ilha de Bruma, apenas queria conseguir para o seu Menino uma Vida à beira-mar plantada apesar das duas doenças raras e fatais. As difíceis e quase inteiras noites de vigília davam-lhe forças para continuar na sua luta em busca de um pouco de felicidade, na luta contra o sistema fechado e mesquinho de monopólios.



Enquanto isso, na povoação dos pescadores, o Pai bebia de mais, por vezes ia com outras mulheres, ou chegava a casa e tratava mal aquela que, sempre vigilante, lhe guardava os sonhos mas, mesmo assim, ele adorava o Pai que o tratava com carinho apesar da brusquidão de homem rude.
De 6 em 6 meses o Menino Azul voava das ilhas de bruma para um Hospital de Meninos pequeninos "Hospital D. Estefânia", submetia-se a exames sem fim para saber como estava o seu pequenino coração e todos os órgãos que o vão mantendo agarrado a nós.

Ao conhecer o Menino Azul todo o dramatismo dos meus problemas eram irrisórios, diria mesmo que era uma afronta contra a vida e cobardemente dei um pouco de mim àquela gente simples. Dessa viagem à ilha lilás trouxe na mochila uma lição de vida e um quadro a carvão para me recordar a mulher que quis ser mãe, a força e a coragem de uma pessoa simples e encantadora que foi agraciada com um filho, o sofrimento, o dom da fala em verso e do traço na tela.



A amizade fortaleceu-se apesar de um imenso mar a separar e, pela noite dentro, como mulher e amiga, na simples pensão da baixa ouvia as suas dúvidas, as lutas, as desilusões, as fraquezas, a sua vontade de vencer, sequei as lágrimas com palavras de coragem e de incentivo, como se fosse a luta por uma causa minha deixei-lhe os meus pensamentos e tentei abrir portas, deitar algumas pétalas de rosa no caminho. Jamais esquecerei as lágrimas de felicidade estampadas no rosto quando, na 1ª vinda à capital para os exames médicos de rotina, lhe ofereci flores na despedida, num abraço apertado disse-me “obrigada amiga é a primeira vez que me oferecem flores”. Um dos muitos momentos que me senti mesquinha por ter tanto da vida e ver que à minha volta existem pessoas que tem tão pouco e vivem com um sorriso do tamanho do mundo.



Um dia o Menino Azul voou definitivamente das ilhas para uma cidade do Minho onde vive feliz a cada dia que passa. Veio com a sua “guardadora de sonhos e de vida” tentar viver a vida digna que a Constituição proclama no seu artigo 69º «As crianças têm direito à protecção da Sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral» e no seu artigo 71º «O Estado obriga-se a realizar uma política racional e de tratamento, reabilitação e integração dos deficientes, etc, etc.».
Um dia a Mãe do Menino Azul cansou-se de lutar contra o monopólio dos barões das Ilhas de Bruma. Não quis que o seu Menino da cor do céu e do mar das ilhas que ama chegasse à costa em algas verdes e azuis, tão verdes como os pastos das ilhas e tão azuis como o céu no meio do atlântico porque a partir desse dia, nas praias de areia negra surgiriam também algas vermelhas tão vermelhas como o sangue que lhe corre nas veias.
A Mãe e o Menino Azul e Verde da cor das Ilhas de Bruma viverão nos corações de todos os que conhecem e vivem a sua história. Talvez um dia, um dia muito longínquo, deitarei pétalas, pétalas de rosas brancas nas praias do norte para se misturarem às algas, às muitas algas azuis, verdes e vermelhas que existirão em todo o Atlântico.



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Notas:
tetrologia de Fallot” mais conhecida como doença azul

"El primer implante fue realizado por el Dr. Bonhoeffer en el Hospital Necker de Paris. El paciente, un niño de 12 años, de una forma muy grave de la cardiopatia tetrología de Fallot, o enfermedad azul. En este caso la válvula estaba completamente cerrada y el paciente sufria de una fuga pulmonar importante que apretaba al ventrículo, precisó el cardiólogo. "

"En el texto de Cirugía de Yale de 1962, Glenn enumera las indicaciones para la anastomosis cavo-pulmonar, como sería la inserción anómala de la vena cava superior en la aurícula izquierda, el ventrículo único, la atresia tricuspídea, la enfermedad de Ebstein y la tetrología de Fallot, entre otras; esta operación ha conservado su vigencia hasta el día de hoy."

"- Blalock comunica que ha intervenido hasta este año a 243 enfermos con tetrología de Fallot, con un 21% de mortalidad."



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Quarta-feira, 3 de Março de 2004

talvez para sempre 



Voltei a fechar o baú.
Enterrei tudo.
Talvez para sempre...
Descobri-te...
Sei que foste tu.
Apenas me ensinaste
a viagem.


Jacira Isabel Amaral in "Ondas e Frutos"


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Terça-feira, 2 de Março de 2004

orgasmo 



"Se um homem desejar inflamar a mulher, a fim de a levar ao frenesim da paixão, deverá empurrar todo o seu atiçador no forno dela e esfregar a cabeça contra o orifício da sua forja. Deste modo, ele excitar-se-á tremendamente e chegará ao orgasmo"

Abu Othman Haleby in "O Livros das Leis Secretas do Amor", Ed. Obelisco, Barcelona 1994


Oh meu Deus numa imaginei ter um forno entre pernas e que bem lá no fundo a minha forja espera a cabeça do atiçador (risos... estes árabes!!!)


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